De acordo com a Fenaprevi, contratar um seguro é opção para apenas 35% dos brasileiros que buscam proteger-se de imprevistos. Diferente do que acontece em muitos países que possuem uma cultura de seguro, a população brasileira ainda tem pouco conhecimento e consome pouco deste setor. Somado à isto, o mercado de seguros no Brasil tem ainda outros desafios como o de lidar com as necessidades de novos perfis de consumidores, aliar as tecnologias que surgem para beneficiar o mercado e estimular o consumo de seguros em um período de crise.

Pensando nisto, o InsideSeg traz um compilado de informações úteis sobre a situação do consumo do setor de seguros, como: produtos com mais contratações, perfis de quem contrata, estratégias de vendas cruzadas, a influência da geração Y, dentre outros.

O mercado atual: momento de oportunidades

Números da CNseg mostram que atualmente no Brasil existem 140 milhões de pessoas sem seguro de vida ou plano de saúde, 35 milhões de carros sem seguros, 170 milhões de pessoas sem seguro dental, 50 milhões de residências sem seguro contra roubo ou incêndio, e 3 milhões de empresas sem seguro empresarial. No entanto, as entidades reguladoras do setor encorajam às empresas a olharem para esta realidade como um terreno de oportunidades.

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Apesar da contratação de seguros ainda ser baixo no país, os dados mostram o potencial de crescimento e os avanços que o mercado de seguros brasileiro teve nos últimos anos. Há dez anos, o Brasil ocupava a 21º posição no ranking de prêmios gerais do setor, atualmente ele ocupa a 12º posição.

O perfil do consumidor

A Serasa Experian realizou um estudo que revela o perfil do brasileiro que contratou seguros no período entre janeiro à março de 2015. Os dados mostraram que:

  • 26,07% das contratações são de pessoas de idade de 30 a 60 anos, com bom nível de escolaridade e com um padrão de vida considerado confortável.
  • 19,29% são representadas por pessoas acima dos 30 anos, com alto nível de escolaridade, empregados ou donos do próprio negócio e com um alto padrão de vida.
  • 13,92% é o grupo representado predominantemente por homens, entre 25 e 55 anos que possuem o próprio negócio.

Para complementar os números, dados do Ibope em 2013 mostraram que em relação ao seguro de vida, as classes A e B são as que mais contratam este serviço, com um percentual de 10% em comparação à 3% das pessoas pertencente à classe C que contratam o produto. Um levantamento realizado em 2015 pela Mongeral Aegon comprovou que as mulheres são as principais contratantes de seguros de vida, representando 56%  contra 44% de homens segurados. A pesquisa também mostrou a média de idade de contratação do seguro de vida, que varia até os 50 anos de idade, sendo em maioria profissionais formais como administradores, vendedores, professores e advogados.

Influência da Geração Y no mercado

A Geração Y é hoje responsável por profundas mudanças na maneira de fazer negócios, pois exigem atendimento de alto nível em todos os canais digitais, qualidade de serviços e customização de produtos. O relatório 2016 World Insurance Report, realizado pela Capgemini e a Efma, mostra que, atualmente, os Millenials correspondem à 25% da população mundial. Em 2025 eles serão 75% da força de trabalho, ou seja, será o segmento social que mais irá consumir e contratar serviços.

Consumidores mais exigentes X Declínio de satisfação

Uma pesquisa realizada pela World Insurance Report, Voice of the Customer, mostrou que houve um declínio dos níveis de satisfação do segurado em um quadro geral em 2014, dado que está intimamente ligado ao maior nível de exigência do novo perfil do consumidor de seguros. Apesar disto, no Brasil os resultados foram otimistas, com crescimento dos índices em 5,5%, apesar da queda de 2,3% na América Latina.

Nesse sentido, a pesquisa faz um alerta para que as empresas invistam, estudem e aprimorem  as estratégias de serviços digitais. Além disto, ressalta a importância do desenvolvimento de serviços personalizados  e integrados, tudo isso para garantir que a satisfação desse público aumente.

Cross-selling para retenção de clientes

Algumas seguradoras brasileiras incentivam o cross-selling – vender outro seguro para quem já é cliente em algum ramo – como estratégia de negócio. O cross-selling, ou venda cruzada, é uma estratégia que oferece produtos e serviços diferentes ou complementares para uma carteira de clientes já existentes.

Usando como exemplo um estudo realizado em uma das maiores seguradoras do país, aproximadamente 88% dos seus clientes possuem apenas um seguro contratado, sendo que o mais comercializado é o Seguro Auto. Os clientes que possuem mais de um seguro contratado na empresa tendem a possuir também seguro vida, previdência privada e seguro saúde. Por exemplo, no cross-selling algumas seguradoras oferecem produtos que englobam dois seguros, como automóvel e residencial, e oferecem aos clientes descontos no valor do prêmio.

Os highlights acima mostram as grandes oportunidades que o mercado de seguros têm, principalmente ao focar suas estratégias dos próximos anos nos consumidores da geração Y. Para as seguradoras é muito importante ter conhecimento, principalmente, dos perfis dos seus clientes e as estratégias que podem ser utilizadas para se aproximarem dos diferentes públicos.

Posted by Redacao InsideSeg