Mensalmente ocorrem 11 milhões de buscas pelo termo SEGUROS no Google. Este levantamento demonstra o aumento do empoderamento do cliente final, que agora tem fácil acesso à informações e, consequentemente, quer cada vez mais independência e autonomia no momento de realizar uma compra. Em paralelo, temos no mercado de seguros um cenário que caminha para disrupção e inovação de seus processos, com seguradoras e corretoras preocupadas com o aperfeiçoamento da jornada do cliente e a aplicação da tecnologia com o objetivo de aprimorar o negócio como um todo. Neste cenário, o corretor de seguros é a figura que enfrenta o desafio de reinventar sua importância e seu papel na indústria de seguros.

Um estudo divulgado pela Porto Seguro, diz que 64% da população brasileira nunca recebeu uma abordagem de oferta de seguros através de um corretor, embora especialistas da área apontem que este é o momento de grandes oportunidades, e que cada vez mais deve-se alinhar as ações das seguradoras com corretoras, e assim trabalharem em conjunto para o crescimento do setor com um todo.

A função estratégica do Corretor Seguros

O que diz a Legislação Brasileira

De acordo com a Lei 4594/1964 que regula a profissão de corretor de seguros, apólices de seguros podem ser comercializadas tanto ‘por intermédio de corretor de seguros devidamente habilitado’ quanto ‘através de proponentes ou seus legítimos representantes’, ou seja, não há irregularidade em uma venda de seguros ocorrer sem intermediação de um corretor.

Uma pesquisa realizada recentemente mostra que para o consumidor a presença do corretor de seguros transmite mais confiança no momento de fechar um negócio. Um levantamento do setor mostrou que 80% dos clientes pedem recomendação ao corretor de seguros e 87% aceitam as recomendações do seu corretor na hora de decidir por uma seguradora. Mesmo assim, é importante que diante da evolução do mercado de seguros, os corretores saibam tornar seu papel ainda mais estratégico.

Nesse sentido, o Corretor deve assumir um papel de aliado ao mercado. Por ser a figura que atua mais próxima aos clientes finais o Corretor pode, por exemplo, ajudar às seguradoras a desenvolverem novos produtos e identificar novos nichos de mercado.

O que as entidades reguladoras dizem

A mudança no modelo de negócio é urgente e as instituições do setor já se movimentam. Em 2016 a ANS realizou um encontro com o intuito de discutir a comercialização dos planos de saúde via web que tratou da dificuldade de operacionalizar o uso da web no setor de serviços, especialmente na área de venda de seguros. Outro aliado no avanço do mercado de seguros no ambiente digital, o Comitê de Seguros da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) têm se reunido para discutir 3 principais vertentes:

  • Aperfeiçoamento do Marco Civil da internet
  • Desenvolvimento do setor de Seguros Digital
  • Aprimoramento de Conjunto Normativo

A polêmica Youse e a realidade das seguradoras online

Controlada pela Caixa Seguradora, a Youse, seguradora online, chegou ao mercado com a promessa de trazer mais praticidade e customização para os segurados. A premissa da empresa gerou grande polêmica no ano passado, com disputas judiciais com a Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros) e com a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), e ainda hoje encontra algumas barreiras.

E você, já ouviu falar em Seguradora Digital?

A polêmica da Youse é um exemplo e evidenciou que ainda há um longo caminho à seguir para que a indústria de seguros brasileira se torne um mercado 100% digital. Além de entraves na legislação, mesmo as seguradoras e corretoras online ainda dependem de processos que são manuais, enquanto no cenário internacional a aquisição de seguros online já está um uma fase mais madura e representa mais de 50% das vendas do setor.

Posted by Redacao InsideSeg