Um levantamento realizado pela Aon em 2016 com a participação de mais de 4 mil empresas de 90 países mostra que, em uma escala global, os gastos com planos de saúde crescem em taxas mais elevadas que a inflação de cada país. Segundo o levantamento no Brasil, apenas 14% das empresas pesquisadas oferecem aos funcionários algum tipo de programa de bem-estar e saúde, porém a porcentagem cai quando se trata de estratégias contínuas e bem integradas.

Em consonância com o levantamento da Aon, uma pesquisa realizada recententemente pela Mencer Marsh Benefícios em parceria com os Instituto Hero, em que foram avaliados programas de saúde e bem-estar de 58 grandes empresas do Brasil – multinacionais e nacionais de diversos ramos – e entrevistados cerca de 265 mil funcionários, constatou que 36% das companhias entrevistadas apostam em ações integradas de bem-estar e saúde, e somente 31% desenvolvem ações e estratégias a longo prazo.

A consequência da falta de planejamento e integração de dados de saúde ocupacional (atestados, exames e questionário de saúde) em relação ao uso dos planos de saúde para os funcionários, resulta na alta sinistralidade do serviço privado de saúde, o que acaba por gerar mais gastos para as empresas empregadoras. Além disso, segundo a pesquisa,  a falta de  estratégias de comunicação para adesão aos programas de conscientização de saúde geram ainda menos engajamento por parte dos funcionários.  

Para Humberto Torloni Filho, vice-presidente de benefícios globais da Aon na América Latina, é fundamental que as empresas invistam na conscientização dos colaboradores sobre o uso dos planos de saúde. Torloni acredita que é possível as empresas terem a redução dos custos em saúde de maneira sustentável com o estímulo à campanhas de vacinação, check ups, estímulo a atividades físicas e orientação alimentar, por exemplo.

A pesquisa da Mencer também aborda a importância da tecnologia no incentivo à participação dos funcionários nas campanhas de saúde. Segundo Helder Valério, líder de gestão de saúde da Mercer, nos Estados Unidos  46% das empresas já usam ferramentas de monitoramento e 39% aplicativos. No Brasil a porcentagem diminui para 17% com ferramentas de monitoramento e 14% com aplicativos. Ou seja, temos nos mercado brasileiro grandes oportunidades de crescimento em softwares especializados em saúde e bem estar, como o A.D.A.M, software desenvolvido pela Ebix que transmite conteúdos informativos sobre saúde de maneira interativa para todos os segmentos e profissionais relacionados à área, farmacêuticos, médicos, enfermeiros, estudantes.

A.D.A.M, software desenvolvido pela Ebix que transmite conteúdos informativos sobre saúde de forma interativa

A.D.A.M

Estratégia de engajamento – Caso Vivo

Uma boa estratégia de engajamento é investir em ferramentas e conteúdos especializados que abordam temas relacionados à saúde e bem-estar. Um caso relevante no mercado brasileiro foi quando a área de e-health da Telefônica Vivo, empresa de telefonia, lançou em parceria com Ebix o portal Vivo Mais Saudável em 2013. Na época a empresa já investia em conteúdo sobre saúde por assinatura para seus clientes, porém um grande passo foi dado com o lançamento do portal que deixou de ser restrito para clientes e foi aberto para todo o público, mesmo usuários de operadoras diferentes.

Mesmo atuando em um ramo divergente de saúde, o de telefonia, o portal Vivo Mais Saudável trouxe a Vivo  um posicionamento muito positivo para a marca no mercado como um todo. Em 2015 a empresa foi premiada como uma das empresas ‘líderes em saúde 2015’, pela revista Healthcare Management. Os destaques foram os conteúdos do portal, especialmente sobre sexualidade feminina e de dicas de exercícios e nutrição. “Além de soluções inovadoras para nossos clientes, conseguimos atender uma parcela mais ampla da população com o portal Vivo Mais Saudável, com informações sobre alimentação, bem-estar, atividade física, saúde e beleza”, explica Leo Brodskyn gerente de divisão e-Health para o site da Telefônica.  

Posted by Redacao InsideSeg