As inovações na indústria de seguros não param de ocorrer e as InsurTechs se mostram como caminho de disrupção do setor para atender ao público mais conectado e também trazem a oportunidade de repensar o atual modelo de negócio. As InsurTechs utilizam tecnologia de ponta para propor novas ofertas e processos, sempre alinhados ao paradigma de valorização da jornada do cliente. Nesse sentido, o Comitê de InsurTechs é a primeira iniciativa oficial brasileira que tem como missão incentivar o desenvolvimento de transações eletrônicas no setor de seguros através do uso de novas tecnologias.   

“O mercado de InsurTechs é a nova onda do setor e uma oportunidade de ouro tanto para as seguradoras investirem quanto para as empresas que desenvolvem tecnologias para o segmento.”                                   Gustavo Zobaran.

Recentemente criado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), o Comitê define como estratégia atuar no aprimoramento do marco regulatório e dos conjuntos normativos do setor, para estimular os players do mercado (seguradoras, corretoras e entidades do setor) à prática de transações eletrônicas seguras, agora com o apoio do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ICP Brasil).

De acordo com Gustavo Zobaran, coordenador do Comitê de InsurTechs, não se trata simplesmente de digitalização do setor, para ele o mercado de seguros está em um caminho sem volta. “A expectativa de crescimento das InsurTechs é de 50% em 2017, dobrando o resultado em 2018.”, explica Zobaran.

Mas afinal, o que é Insurtech? Descubra a novidade do mercado

InsurTechs  no cenário internacional

Com uma indústria mais ousada, temos no cenário internacional vários exemplos e modelos de InsurTechs já consolidadas. Diferente do Brasil, no exterior também encontramos exemplos e estudos mais específicos sobre a importância e os impactos de InsurTechs no setor de seguros e, inclusive, eventos especializados no tema como o InsurTech Connect e o InsurTech Conference.

“A grande virada de chave das InsurTechs é justamente trabalhar na oferta de serviços preventivos, que ajudem a evitar os sinistros.

Um case de InsurTech do mercado internacional é o Metromile, que em seu início vendia seguros de automóveis aliado a tecnologia da Telemetria. Com o tempo a Metromile conseguiu algumas parcerias de importantes na indústria de seguros e, hoje, seu próximo passo será a compra de uma companhia de seguros tradicional.

Se traçarmos um comparativo, no Brasil ainda estamos um passo atrás. No momento, o Comitê de InsurTech está em um estágio de desenvolvimento de uma série de pesquisas segmentadas para entender o comportamento do consumidor brasileiro de seguros na internet, com o objetivo de ter uma visão mais ampla das necessidades do mercado brasileiro.  Como próximo passo, o Comitê pretende atuar na evolução do mercado segurador e auxiliar o poder público e as entidades privadas a criar uma regulamentação para as InsurTechs. “O mercado de InsurTechs é a nova onda do setor e uma oportunidade de ouro tanto para as seguradoras investirem quanto para as empresas que desenvolvem tecnologias para o segmento.”, explica Zobaran, “A grande virada de chave das InsurTechs é justamente trabalhar na oferta de serviços preventivos, que ajudem a evitar os sinistros.”.

Posted by Redacao InsideSeg